Para onde vai o lixo que sai das nossas casas, empresas, indústrias e agricultura? Não importa. Desde que ele vá para um lugar onde ninguém saiba e que ninguém veja. E se ninguém vê ele “deixa de existir e ser” um problema. Só que o lixo começa a aparecer. Nossa aldeia global está doente. Contaminado por toda espécie de lixo orgânico e inorgânico que poluem a água e o solo, tais como, resíduos alimentares, resíduos hospitalares, defensivos agrícolas, esgoto doméstico e industrial, queima de combustíveis fósseis, tintas, metais pesados, plásticos, óleos e outras fontes petroquímicas, o globo terrestre sofre com essa oferta dada pela mão humana e demora cada vez mais para retornar, quando possível, ao seu estado normal ou natural.

Lagos, mananciais de águas profundas, mares e oceanos acabam sendo o depósito final de grande parcela dos resíduos contaminantes. Tratando especificamente do plástico, sabe-se que anualmente mais de oito milhões de toneladas deste resíduo tem lagos e oceanos como destino final. Sabe-se que, em especial, algumas áreas dos oceanos concentram volumes imensos de macro resíduos e, principalmente, micro resíduos plásticos. O micro plástico, composto por partículas muito pequenas e extremamente tóxicas, originadas pela quebra mecânica de rejeitos plásticos mal descartados através do atrito com os leitos, chuvas, ventos ou ondas, é hoje tão abundante em determinadas regiões oceânicas que passou a fazer parte do ecossistema. Plânctons e pequenos crustáceos alimentam-se dele, se intoxicam e, por consequência, fazem o mesmo ao servirem como alimento para pequenos peixes. O ciclo segue até chegar aos grandes peixes ou outros seres da colônia marinha e, por final, chega ao homem. Além disso, o micro plástico absorve com facilidade outros tipos de poluentes, tais como pesticidas, metais pesados e orgânicos persistentes. Os problemas decorrentes do micro plástico e associados a saúde humana vão desde disfunções hormonais e doenças neurológicas chegando até a doenças reprodutivas.

Por outro lado, deixar de produzir significa estagnar economias, diminuir o número de empregos, diminuir conforto e parar de distribuir renda. O desafio está em manter níveis aceitáveis para a geração de resíduos fazendo uso dos termos citados no início desta abordagem.

REDUZIR o consumo desmedido de bens supérfluos;

 

REUTILIZAR os produtos aumentando assim a sua vida útil;

 

RECUPERAR produtos para diminuir os ciclos de produção

 

RECICLAR para diminuir o consumo de matéria prima e os resíduos.

Estas palavras, aliadas a inovação tecnológica, são pedra fundamental para a concepção e desenvolvimento do sistema construtivo idealizado pela LEVE BLOCOS e que utiliza um novo conceito para a produção de obras civis.

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